quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Viva a rua!


Para fechar esse relato, nada mais apropriado do que a vida na rua. Algo que caracterizou a viagem e que tem tudo a ver com Quito.

Seja no evento...

... ou na rotina, Quito tem uma atmosfera vibrante. Essa gente simpática vai deixar saudades!


video

A cidade a 4 mil metros


Finalizando a parte “turística” da viagem, optamos por ver tudo do alto. Poderia ter sido no início. Mas no final teve um gostinho todo especial. 




Lindas montanhas acessadas por um teleférico cujo passeio demora 10 minutos. Altitude? 4 mil metros. 

Lá no alto, para quem tem energia, rola uma caminhada explorando as diferentes visadas da cidade e da natureza.


Hasta la vista baby!

O maior vulcão ativo do mundo


Antes de partir, fizemos uma esticada para conhecer um pouco das belezas naturais da região. Vulcão é sempre um bom programa, mesmo porque não temos nenhum... Optamos pelo Parque Nacional Cotopaxi, a 60 Km de Quito, onde mora o maior vulcão ativo do mundo, o Cotopaxi, cuja altura chega aos 5897 metros.


Foi o único dia em que pegamos frio no Equador. Apesar das previsões de temperatura entre 10 e 20, pegamos só dias de calor por aqui. Mas acima de 4 mil metros é outra história. Sem falar na dor no ouvido. A caminhada é bacana, mas vá com um gorrinho para evitar o frio no ouvido, que potencializa a dor. Não fiz isso e não pude subir muito. Mas mesmo assim o passeio foi lindo.

Vulcão nevado é tudo de bom!

Comes e bebes


Não tem como viajar a uma cidade andina sem gerar expectativas em relação à culinária.
Verdade seja dita, eu sempre tenho expectativas em relação à culinária...

Sobre os comes:

Hornado - cordeiro assado no forno à lenha

Seco de Chivo - cordeiro com arroz e batatas
Arroz... esqueci a proteína, mas a banana e o abacate aparecem firme e forte!

Chifles - a clássica comida de rua: banana frita

 Canelazo - aguardente com canela e suco de laranja


 Mojito - também teeeem!


Cerveja artesanal - Red Llama ;-)

E frutas tropicais! Muitas!

Intervenções temporárias em Quito

Um dos pontos altos da Habitat III foi a HABITAT VILLAGE, as intervenções realizadas na cidade e em equipamentos que se abriram para o público. Uma espécie de "Arte de Portas Abertas", onde o evento encontra a cidade.

As intervenções temporárias e urbanismo tático bombaram! Em um passeio de bike era possível conectar tudo e sentir o impacto do evento no espaço público e na vida dos quiteños.















Iniciativa exemplar! Que outros eventos possam tratar a cidade bem assim!



Patrimônio + arquitetura contemporânea: duas revitalizações em Quito


Duas revitalizações chamaram a atenção no centro histórico. Dois museus. Duas abordagens distintas.

A primeira é o Museo de la Ciudad, projeto de revitalização e ampliação de Yadhira Álvarez Castellanos, Pablo Moreira Viteri, Natalia Corral Fierro, Rubén Moreira e Milton Chávez.



O projeto propõe um acréscimo na forma de um "plug" que cria uma nova fachada do edifício antigo para o Boulevard recente, cujas obras aparentemente desconfiguraram os alinhamentos originais.

O novo edifício se desenrola, então, a partir da ponte peatonal que liga o Boulevard ao pátio do anexo do museu.








Segundo os arquitetos, "los espacios libres son resultado de una intervención proyectual que les atribuye significado y que permite entenderlos como un circuito transitable continuo que atraviesa y dota de permeabilidad al conjunto edificado". 


Após o atravessamento da ampliação, é possível acessar aos espaços museográficos propriamente ditos, situados no corpo do edifício colonial.



Para mais informações, vejam: http://arqa.com/arquitectura/museo-de-la-ciudad-de-quito-ampliacion-y-nuevo-ingreso.html


A segunda revitalização é mais bacana ainda: o Museo Casa del Alabado, projeto de revitalização primoroso do arquiteto equatoriano Luis López, do escritório López y López Arquitectos, finalizado em 2010.


Muito mais sutil que a anterior, essa intervenção se foca na reformulação dos interiores, não constituindo nenhuma mudança significativa das fachadas. O acesso se dá pelo pátio conectado à rua por um pequeno vão.
Os interiores são uma sequência de intervenções caracterizadas pela entrada de luz natural.




O projeto museográfico é igualmente elegante.

Para mais informações, ver: http://www.haremoshistoria.net/noticias/casa-del-alabadolpez-lpez-arquitectos
Um achado no centro histórico de Quito!