sexta-feira, 15 de julho de 2016

Arquitetura paisagística é o futuro

Mas a grande surpresa surpresíssima foi mesmo o Vertedero Vall d'en Joan, localizado no parque El Garraf. Esse local recebeu resíduos sólidos de toda a província de Barcelona por mais de 40 anos. Há alguns anos foi feito um projeto de conversão do lixão em um parque, projeto do escritório Batlle i Roig Arquitectes.

É impressionante imaginar que essa paisagem contínua já foi um vale preenchido por 80m de lixo! Segundo os arquitetos, se a Sagrada Família estivesse enterrada ali, hoje só apareceriam a ponta das torres!

Não vá esperando um parque convencional, com atividades lúdicas e equipamentos. O projeto está fundamentado exatamente no oposto: a possibilidade de desaparecer com a presença humana e devolver o vale à natureza.

O que se vê hoje (o parque ainda não abriu à visitação oficialmente) são somente algumas áreas de permanência com informações sobre o processo de conversão do lixão em parque. Quase como um parque educativo.
E há também esculturas de gabião com lixo reciclável, funcionando como marcos simbólicos do antigo uso e da necessidade de maior consciência ambiental.

Para mais informações, visite: http://www.plataformaarquitectura.cl/cl/02-142008/en-detalle-restauracion-paisajistica-del-vertedero-de-residuos-de-la-vall-den-joan-batlle-i-roig-arquitectes

A arquitetura paisagística é o futuro das cidades!

Até breve!

Arquitetura paisagística é o futuro

Mas a grande surpresa surpresíssima foi mesmo o Vertedero Vall d'en Joan, localizado no parque El Garraf. Esse local recebeu resíduos sólidos de toda a província de Barcelona por mais de 40 anos. Há alguns anos foi feito um projeto de conversão do lixão em um parque, projeto do escritório Batlle i Roig Arquitectes.

É impressionante imaginar que essa paisagem contínua já foi um vale preenchido por 80m de lixo! Segundo os arquitetos, se a Sagrada Família estivesse enterrada ali, hoje só apareceriam a ponta das torres!

Não vá esperando um parque convencional, com atividades lúdicas e equipamentos. O projeto está fundamentado exatamente no oposto: a possibilidade de desaparecer com a presença humana e devolver o vale à natureza.

O que se vê hoje (o parque ainda não abriu à visitação oficialmente) são somente algumas áreas de permanência com informações sobre o processo de conversão do lixão em parque. Quase como um parque educativo.
E há também esculturas de gabião com lixo reciclável, funcionando como marcos simbólicos do antigo uso e da necessidade de maior consciência ambiental.

A arquitetura paisagística é o futuro das cidades!

Até breve!

Espaço coletivo de qualidade













A qualidade dos equipamentos públicos em Barcelona é invejável.
Cada vez mais acostumados que estamos com obras públicas de baixa qualidade, nos impressionamos quando vemos um equipamento de alta qualidade executado em outros lugares.

É o caso da Biblioteca Joan Maragall, no bairro nobre de Sant Gervasi.

A biblioteca está executada em um jardim público. Mas, ao invés de roubar o lugar da praça, como aconteceria aqui, o equipamento negocia o espaço com ela.


Isso acontece com o partido de gerar o edifício a partir da topografia, onde o edifício vence o desnível e serve como piso da praça, ao mesmo tempo em que se abre em gomos para a rua.

O acesso à biblioteca se dá em conjunto com o acesso à praça.
Na praça se forma outro âmbito, mais protegido e elevado.

O interior da biblioteca se relaciona com o exterior pelas aberturas dos gomos, que formam pátios enterrados.
Paredes de tijolos "em osso" utilizados como revestimento criam uma ilusão de ótica ao entrar no espaço.

Os pátios localizados entre os gomos criam áreas de leitura no exterior.



Tudo isso é só arquitetura. Nem mencionamos como os funcionários são simpáticos!
Para mais infos sobre o projeto, ver http://www.archdaily.com.br/br/624630/biblioteca-joan-maragall-bcq-arquitectura


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Novos encantos


Continuando no tema dos mercados, outra reforma recente digna de menção é o Mercado Encants.


Considerado como o mercado mais antigo da Europa, e cuja ênfase não é a comida, mas sim utensílios, roupas, antiguidades etc, ele funcionou durante muito tempo em um estacionamento perto da Praça Glórias. 


A reforma deslocou o mercado para uma das esquinas da nova praça e apostou na manutenção de seu caráter aberto. Assim, os arquitetos b720 Fermín Vázquez criaram uma grande cobertura espelhada que cobre toda a superfície deixando a ventilação natural pela abertura do mercado em todos os lados. Ou seja, cobriram sem fechar o espaço.
Outra característica é a variação entre a exposição das mercadorias em boxes ou no piso (como era no passado). A praça central enterrada virou o grande clímax, onde o mercado resgata sua essência, com a feira acontecendo no piso.



Achei muito bom! 
A identidade foi mantida em um novo espaço: continuidade da rua e praça de trocas, em um edifício/calçada que acompanha a topografia e reflete sua alma na cobertura.












Para mais informações sobre o projeto ver o link
http://www.archdaily.com.br/br/01-158036/mercado-encants-slash-b720-fermin-vazquez-arquitectos