domingo, 18 de fevereiro de 2018

O famoso rio onde antes havia um viaduto...


Agora vai!
Quem nunca viu alguma reportagem sobre o famoso rio em Seul que estava coberto por um viaduto?
Pois é esse aí, o Cheonggyecheon.



O rio foi reaberto em 2005, alterando completamente a paisagem do centro de Seul. O local virou ponto turístico, e pode ser acessado pela população.

Acima estão os trechos do rio que sofreram intervenção. São bastante diversos, uns mais "urbanos" e outros mais naturais, rústicos.
Esse é o trecho mais famoso e "pop". Particularmente nem acho o desenho urbano muito bonito, mas a nova paisagem que criou, pffff, impressionante.
Esse é um dos trechos mais rústicos, mais vegetados e com menos pavimentação.

Pontes e escadas resolvem os acessos e a capilaridade do parque.




Inspirador...

Só para budistas



Os templos budistas de Seul estão espalhados pela cidade e se misturam à arquitetura contemporânea que já "fagocitou" a arquitetura tradicional.

Aqui coloco dois exemplares que visitamos.


Os templos normalmente estão circundados por jardins e áreas livres, com coberturas leves de grande efeito plástico.

Os edifícios são compostos por avarandados elevados com esses beirais lindamente pintados.

A entrada no edifício é restrita aos budistas, que têm que tirar os sapatos e deixá-los do lado de fora. As estantes de sapatos praticamente fazem parte da arquitetura do lugar.
Um dos exemplos de cobertura externa.
Os templos abrem portas ao longo de seu perímetro, relacionando o interior com essa varanda. Na varanda os curiosos podem ficar. Jamais na parte de dentro.

Outro templo com cobertura externa.



Vegetação típica ao redor do templo. Os vasos formam um verdadeiro bosque que o visitante ou usuário têm que atravessar.

Não vou me aventurar a explicar mais do que isso, porque sobre a "religião" ou "filosofia" budista entendo pouco...

Comes e bebes locais



Sempre parte fundamental de uma viagem, a comida é a porta de entrada para conhecer uma cultura. Pelo menos pra mim, que tenho a sorte de comer de tudo sem restrição!

Nossa recepção na Coreia foi com esses doces coreanos aí em cima. A base é o arroz, mas às vezes têm recheio ou algum vegetal na composição da massa, o que dá essa cor bonita.

O primeiro chá também foi inesquecível. Olha que lindeza a forma como é servido!
As refeições sempre cheias de arroz nesses pequenos potes.
Comida de mercado... ensacada. Nada sustentável.
Aí chega o momento das experiências gastronômica de verdade.

A primeira foi nesse restaurante popular, onde a comida era preparada na mesa pelo próprio garçom. A mesa tem essas panelas no centro, e o funcionário joga os ingredientes e vai mexendo na sua frente. Nesse caso, o menu era frango com vegetais.
Destaque para a cerveja local.


Bon apetit!
E finalmente, a famosa galinha coreana, samgyetang (frango com ginseng).

É uma canja de galinha que vem acompanhada de várias especiarias. É só olhar pra mesa do lado e copiar a forma como estão comendo!



O restaurante é o mais tradicional desse tipo de prato, chamado Tosokchon. Tem fila, então o bom é chegar cedo!

A mesa é comunitária, e você come descalço e sentado no chão.

Curiosidades: onde quer que você vá comer, não importa o simples ou sofisticado, sempre ganhará uma toalhinha umedecida para higienizar as mãos. Você volta até meio viciado, querendo implantar isso na sua rotina!

Espaços públicos respeitados




Qual o nome da rua eu não sei, mas posso garantir que estava limpa e bem cuidada. Só pela placa já dá pra perceber.

Salta aos olhos a limpeza da cidade de Seul. Seja nos locais mais turísticos, como já era de se esperar...

... seja nos bairros tradicionais mais populares.

Chamou a atenção a ausência de calçadas em muitas ruas. No entanto, essas ruas são praticamente peatonais, onde passam basicamente veículos de moradores e de serviços.
Os mercados populares também são bastante limpos e organizados. Já era o fim do dia, imagina?

Mas o que me ganhou de vez foi o padrão de faixas de travessia! Que maravilha não precisar trombar com quem vem no sentido contrário! A cidade é toda assim, a pena é que a população não respeita muito... Vamos acreditar que é uma questão de costume e educação, e que, em breve, a sinalização será muito mais respeitada.


Uma metrópole que se preze começa pelo metrô




Para dar um pouco a dimensão dessa área metropolitana, de aproximadamente 25 milhões de habitantes (a segunda maior do mundo), comecemos pelo mapa do metrô.Não é impressionante?

Porém, como já esperava, já que já estive em Pequim e Hong Kong há uns anos atrás e é mais ou menos a mesma "onda", o metrô é incrivelmente fácil de usar. Comunicação visual excelente, nomes escritos também no alfabeto latino, clareza nas conexões...

Vale mencionar que o coreano comum não fala muito inglês, portanto você tem que se virar sozinho!


Essa foto, por exemplo, mostra a estação e o sentido do trem naquela plataforma (para qual estação ele está indo). A cor é a linha, e os números são das estações, para facilitar.
Esse nome divertido é de uma das estações da linha amarela. Matanga ou Bundanga?
Essa mostra uma das estações da linha verde, e o sentido do trem nessa plataforma. O trem vai da 220 para a 219.



A plataforma é protegida com portas de vidro, como muitos metrôs do mundo.

E dentro do trem também há um placar luminoso com as estações. Nesse caso, não nos ajuda muito...

Olha que simpático como as estações são "bike friendly"!

O problema é que não são muito acessíveis para as pessoas! Muitas escadas, e escadas rolantes raras.

Apesar disso tudo, uma constatação: independente da rede maravilhosa que você tenha, em uma cidade desse tamanho você vai ficar horas por dia no metrô. Nos trajetos que fizemos, nunca conseguimos fazer menos de 2 trocas de trem por viagem. É tudo longe e cansativo. No fim do dia você está moído de tanto andar e subir escada...