segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Variando destinos



Quando eu morar em NY, quero ser muito bem sucedida para morar aqui, na Esplanada.
Nada de ficar batendo cabeça no down ou midtown.

O extremo sul da ilha é um passeio lindo!
Você pode olhar "pra fora", tem mais verde, é mais fresco, é mais baixa a densidade...

Daí, aproveita e completa o dia "out" com um passeio pelo Brooklin: Williamsburg.
Tem umas ruas muuuito cool.
E está somente a 1 estação para fora da ilha. Super prático.









Não parece um pouco com Londres? Eu achei!

Terrain vague



Por quanto tempo?

Para quem quer ver arte



Então.
Como ia dizendo:
O tempo da arte é um tempo lento. É o tempo da experiência.
Quanto tempo leva a sua experiência estética?
Eu não sei. Não me pressiona!
É por isso é que eu gosto de museu vazio.



A cultura está passando de um direito a um bem de consumo.
Tudo começou, poderia arriscar, com aquela primeira lojinha de museu, bem bonitinha.
Os museus ganharam tanta importância na sociedade contemporânea, que às vezes não precisam nem ter obra dentro.

Dia free admission, por exemplo, não precisaria ter obra dentro. Ninguém vê nada mesmo!
A grande maioria vai só para dizer que foi. Para riscar da lista.
"Como você foi a NY e não foi no MoMA?"

A propósito: Foi no Dia: Beacon?
Aposto que não!
Pois deveria.
Além do passeio lindo de bom, você tem tudo o que a arte precisa:
luz, espaço... e tempo!

Free free set them free

video

Eu acho ótimo que exista o dia livre nos museus.
Acho mesmo!
Ótimo para andar pelos corredores e fazer uma social.
Não para ver arte...

Comidas e drogas



Lugar comum divagar sobre o cosmopolitismo de Manhattan. É claro que existe comida do mundo inteiro, se você quiser provar. E é claro que chineses, mexicanos e franceses saem na frente.

Porém, o fato que chama atenção é a pouca oferta de bebida alcoólica, se comparada ao tamanho da cidade e à quantidade de lugares de comes e bebes existentes. Nem todo lugar de pizza vende cerveja, por exemplo. Daí a pergunta para o mexicano do balcão: por quê?

Parece que o alvará para a venda de álcool custa U$ 15 mil.
É...
Um bom argumento.

Em paralelo, vem o outro inevitável comentário: há menos fumantes em NY, aparentemente.
Será que aquela lei está rolando? Nem nos lugares públicos?
Bacana...

domingo, 7 de agosto de 2011

O Star System está todo aqui!

 
Se a Barcelona do século XXI já é repleta de edifícios assinados, imagina NY?

A seguir alguns exemplares, uns bons, outros... nem tanto...


Piano - bela torre, elegante e com um hall "público" com jardim interno:



UN Studio - pequeno e simpático pavilhão que anima a praça do sul de Manhattan:



Libeskind - novo WTC, torre mesmice, que ainda não disse para o que veio:



Foster - dois edifícios. O primeiro, o esperado, e o segundo, de inesperada beleza:





Taniguchi - ampliação que engoliu o velho MoMA. Com propriedade!



Moneo - dentro de Columbia. Sempre elegante.



Diller e Scofidio - o da frente, pequeno e consistente. O de trás... pesadão e infeliz.



Polshek - em duas versões. O primeiro, hotel 5 estrelas sobre a High Line. Chique. O segundo, Rose Center no MNH. Interessante o espaço:




Tschumi - nada a declarar.



Herzog e De Meuron - mais uma pele:



Sanaa - bonitinho por fora, ordinário por dentro:



Morphosis - complicado:



Nouvel - os dois, poderia dizer, funcionam:




Gehry - mandou mal...



E Holl... essa pequena jóia urbana!


Curiosidades novaiorquinas I



Cidade curiosa...

1 - O metrô de NY, velhinho, balança mais que o ônibus.
2 - Copo d'água em restaurante é de graça. Não peça garrafa porque é caríssimo!
3 - Todo operário ou porteiro tem i-phone. Coisas de primeiro mundo.
4 - O novaiorquino continua simpático. E cada vez mais latino.
5 - Indivíduo simpático, coletivo tenso. Cidade, portanto, tensa.
6 - E o mais interessante: cada dia o inglês é menos necessário! E isso tem a ver com o item 4...

Surpreendente?
This is NY!

Andar pela cidade é sempre o melhor programa



Como bem definiu Koolhaas, NY representa a cultura da congestão.
E de lá pra cá, a densidade parece que aumentou tanto, que as pessoas não cabem mais nas calçadas.
Alguns espaços públicos andaram sendo conquistados pela população.
Pouco qualificados ainda. Mas pode ser só o começo.

Os parques continuam lindos!

E a cidade ganhou também algumas ciclovias.
ALÔ PREFEITO! Bota bicicleta pública nessa cidade!!
O metrô é bom, mas é muuuito chato e quente!

Chansong

"When I arrived in New York
The immigration officer asked me
Where have you been Mr. Bim
Where have you been, Joe
You've been abroad for too long Mr. Bim
Haven't you been?"



Logo quando cheguei... apesar do calor de 40 graus... corri pro High Line Park.
Dentre todas as intervenções urbanas e arquitetônicas dos últimos 10 anos, essa me parece a mais especial.

Mas por quê?
Manhattan sempre foi um território voltado para dentro.
Com exceção da área do South Street Seaport e do Pier 16, a turistada sempre costumou ficar batendo cabeça no miolo da ilha. Alguns mais descolados descobriam o passeio para Roosevelt Island ou outra opção menos popular.
Basta dar uma googada em Manhattan para perceber como esse território a beira rio é menos qualificado urbanisticamente. As áreas mais valorizadas não estão na borda.

Pois bem. Uma das razões para a High Line ser tão especial, a meu ver, é essa abertura.
Ela revela novas visões da cidade antes pouco prováveis. E, melhor, do alto.
O design é belíssimo! Inovador.

A intervenção foi tão impactante na cidade que abriu uma área de novos investimentos. Tem muita gente tirando partido desse novo lugar, inclusive hotel 5 estrelas!
É a boa arquitetura inserida na dinâmica econômica da cidade!
Parece até uma partida de Sin City!








Continuando na série "país repetido não enche álbum"...



...voltamos à América do Norte, 11 anos depois.
Após outubro de 2000 muita coisa aconteceu por aqui, incluindo Bin Ladens, redução e posterior aumento na vigência do visto de entrada, entre outras malices.

Montar uma programação exige sabedoria. Afinal, de Nova York todo viajante tem dicas para dar, todo mundo conhece um pouco, tem um amigo aqui, um conhecido acolá...
Vou tentar nesse relato não dizer obviedades, mas sim apresentar uma reflexão pessoal sobre esse lugar dinâmico, congestionado, multicultural, cuja capacidade de renovação faz com que cada viagem pareça uma primeira vez.
Contarei então um pouco dessa nova primeira vez!

Bem vindos de volta!