quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Comes e bebes

Para conhecer a fundo a cozinha local é necessária uma permanência um pouco maior. Não me sinto capacitada a discorrer sobre a culinária colombiana.

Só posso dizer o seguinte:


























Fora isso tem o seguinte:

Muito suco de fruta





















Café de excelência, em variadas preparações
Cerveja local adequada ao clima



















Até a próxima!

Sobre as muralhas

O "sobre", no caso desse post, tem duplo sentido.
Porque, além do caso de Girona, não conhecia mais nenhum centro histórico onde as muralhas fossem ruas.

E eis que Cartagena nos surpreende novamente!








Belo passeio contemplando o mar do Caribe, pontuado por "eventos" nos bastiões - bares ou coberturas para descanso - que, por sinal, poderiam ter um melhor projeto, que não essas coberturas pesadas de barro.

Um desses eventos nada mais é do que o famoso Café del Mar, que, para ser mais cool, só se tivesse wifi livre!

Parque temático

Tudo na vida tem [pelo menos] dois lados.

Porque, como já disse Koolhaas, tudo é consumo. Aeroporto é consumo, assim como o café e o museu.

Portanto, Cartagena não está imune: comércio sofisticado, restaurantes gourmet e apelo turístico.

O que salva é que não se trata de um grande centro histórico elitizado, mas um território onde tem para todos, sem preconceito...

O tipo básico

Como ser romântico = 2 vãos + 1 trepadeira no meio



Cartagena de Indias

Talvez o mar do Caribe contribua com um charme especial...

Patrimônio da humanidade, o centro histórico da cidade de Cartagena de Indias não deixa nada a desejar às cidades muradas europeias que o povo tanto ama.

Ruas estreitas? Edificações de baixa altura? Muitas portas e janelas? Cores? Espaço público de dimensões domésticas? Mistura funcional? Densidade residencial? Presença massiva de térreos comerciais?

Tudo isso junto e misturado dota essa pequena fração da cidade de uma atmosfera espetacular.
Verdade ou mentira?
























O encanto dos centros históricos

Por que os centros históricos exercem tanto fascínio?

Os próximos posts tentarão, através principalmente de imagens, responder a essa questão!

Uma lição de urbanismo

Medellín é uma cidade muito interessante.
Conformada como um grande vale, apresenta já na sua divisão territorial uma forte ruptura social: o fundo do vale é formal e disperso, enquanto os morros são tomados por favelas de alta densidade.

Os planos urbanísticos recentes propõem o adensamento habitacional do fundo do vale como forma de garantir o crescimento da cidade sem o aumento das favelas, já hoje de proporções impressionantes. Em paralelo, um grande cinturão verde fará a contenção do crescimento no alto dos morros.

Esse parece ser o novo desafio dos arquitetos e políticos locais, já que para os desafios anteriores eles têm conseguido apresentar respostas de forma paulatina. Resta saber se vão conseguir resistir às pressões das elites, que ocupam o fundo do vale e não devem querer abrir mão de seus feudos assim tão facilmente.

De todas formas, os pontos de contato entre o formal e o informal crescem a cada dia. A foto acima mostra um deles: a relação entre as áreas informais e a linha do metrô, que já chegou até elas.

Fiquei muito feliz em conhecer essa cidade, tão complexa e instigante, e que é uma verdadeira aula de urbanismo!

Sempre Botero



Outro popstar colombiano que quase me esqueço de mencionar é Botero.
Não há como caminhar pela cidade sem tropeçar com alguma obra sua.
E mais: criaram uma praça só para reuni-las. Tipo um museu a céu aberto.

Cool!





Arquitetura contemporânea de qualidade


Durante os sucessivos governos que realizaram as transformações urbanas responsáveis pelo upgrade nas cidades colombianas, houve também uma explosão de novos projetos arquitetônicos. Quantidade que em absoluto não significaria qualidade. Mas nas cidades colombianas, felizmente, significou.

Conversando com um arquiteto local, perguntei como tinha sido possível lograr a qualidade arquitetônica em tão grande quantidade de obras. Seria a boa qualidade das escolas, que formou uma nova geração de bons arquitetos?

Segundo ele, o fato é que o poder público valoriza muito a arquitetura! Tão simples e tão certo!

Vejam um pouco do que fizeram por Medellín: