quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Refúgios



Isoladas no meio do mato, as duas casas de madeira são projetos de amigos, feitas para eles mesmos.


Coloco-as aqui como fechamento deste capítulo para dar um gostinho de como vivem os chilenos em suas casas de madeira. Madeira sempre! Mais ou menos contemporâneas, mas sempre quentinhas e adaptadas ao lugar.




Já estou aqui juntando uma graninha para providenciar a minha...

Região dos Lagos

Forçando um paralelo entre a Região dos Lagos deles e a nossa, colocaria como ponto central a condição turística de ambos os lugares. Outro paralelo possível seria o da cidade de Pucón com Búzios. Mas, nesse caso, seria um paralelo "do mal", algo em relação ao saturamento e à falta de um projeto de mobilidade que suporte o turismo sazonal. Bem...


As cidades de Villarica e Pucón se articulam ao redor do Lago Villarica. A primeira sem grandes atrativos. A segunda, uma pequena belezura chilena. Um ambiente urbano super agradável de pequenas edificações conformando um eixo comercial - de luxo - com vários cafés e restaurantes. Me lembrou muito Puerto Varas, porém mais bacana. Vejam o astral do lugar:




















As fotos precárias foram devido à chuva e ao passeio feito de bicicleta, outro serviço que veio bem a calhar e serviu para qualificar ainda mais a experiência.

 

Por fim, vale chamar a atenção para algo que sempre quis ver acontecer por aqui. Reparem que as mesas ocupam o lugar dos carros, e não as calçadas. Assim o pedestre fica feliz, e o comércio também! E nem venham me perguntar onde as pessoas vão estacionar, que não estou nem aí para esse assunto...


Termas Geométricas



Indo direto ao assunto, vamos a elas - as Termas Geométricas - motivo número 1 da viagem.

Inauguradas em 2004, as termas são projeto do arquiteto Germán del Sol, que, ao que parece, é o próprio dono do lugar.

Instaladas em uma "quebrada" na mata nativa, de onde brotam mais de sessenta fontes de água termal a 80 graus de temperatura, as termas contam com mais de 20 piscinas de pedra, geometrizadas, coladas aos paredões da greta, deixando correr o rio entre elas. Uma passarela de madeira pintada de vermelho conecta, solta, todas as piscinas e pequenas edificações de apoio, levando também a infraestrutura canalizada sob ela.












É uma experiência única, que une a vida à arquitetura através dos sentidos: o quente e o frio, o natural e o construído, o verde e o vermelho, água, silêncio (ou nem tanto), vapor... e no fim o fogo, no centro do espaço de convivência, uma espécie de sede do lugar.




Diz o autor que "a geometría destaca o que é natural, e o separa do construído. Esta arquitetura distingue o lugar, e quiçá o faz irrepetível".  Tendo a concordar com ele!

VISITA OBRIGATÓRIA!!

De volta ao sul do Chile

Como não poderia ser diferente, o 100 países abre 2013 revisitando o Chile.

Dessa vez o destino escolhido foi um pedaço do sul.
Não o extremo sul, já apresentado aqui em 2012, mas sim o sul equivalente à latitude 39, a "Região dos Lagos", zona de natureza espetacular, onde os lagos, rios, vulcões e o verde compõem um rico panorama natural, que serve de refúgio de verão para uma multidão de chilenos vindos das grandes cidades.
Turismo classe A, deve-se dizer. É lá que o Presidente Piñera passa as férias de verão, assim como sua antecessora Bachelet, só a título de curiosidade.

Portanto, vamos aos fatos.