domingo, 30 de junho de 2013

Cidades subterrâneas


À primeira vista podem parecer grandes shoppings, e de certa forma são mesmo. Mas há algumas diferenças fundamentais.

Além das "paths" (passagens), como são chamadas, serem espaços totalmente públicos, elas comunicam toda a downtown, criando una rede totalmente distorcida se comparada à grelha de ruas, já que dizem respeito aos edifícios e ao metrô. 

Toronto: 








 Montreal:






É assim em Toronto e Montreal. Dizem que a rede de Montreal é a maior rede subterrânea do mundo. No entanto, achei as paths de Toronto mais ricas em conexões, e com muito melhor programação visual. Tinham mapa a cada curva, sempre girado em relação à posição relativa, separavam por cores os pontos cardeais.. 

Apesar de dizerem que as paths são a origem dos shopping centers, elas se assemelham muito mais às galerias do que aos shoppings, por serem locais de conexão. Mas é claro que uma coisa vai levando à outra, culminando nos shoppings de hoje, quase a antítese desse modelo, por serem lugares excludentes e isolados, autocentrados e sem relação com a vida da cidade.


Super interessante a experiência, seja no fim de semana ou durante a semana, quando explodem em vitalidade. O mais interessante é que as ruas não ficam esvaziadas, a ponto de um desavisado que anda na superfície nem saber que existe uma cidade subterrânea ali embaixo.

Quero escrever um artigo sobre isso! Aposto que deve ter em Toronto um monte de trabalhos acadêmicos sobre o tema, assim como o Rio tem sobre favelas, BCN sobre o Ensanche, e Paris sobre os cafés. Mas que dá muito caldo, ah isso dá!

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