sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Cidade compacta

E falando nela... essa merece um capítulo a parte. 
Já conhecia cada metro quadrado da Postadamer Platz, apesar de nunca ter pisado nela, já que foi um dos casos de estudo do meu mestrado.
Claro que foi a maior emoção. Arquitetura espetacular, detalhamento primoroso, desenho urbano convincente. 
Mas sempre há espaço para críticas.







Já sabia que tratava-se de um projeto muito voltado para si mesmo, de certa despreocupação com a nova cidade ao redor. Faltava confirmar.
E isso ficou evidente na rua posterior, "fundos" do projeto. E isso não pode acontecer! Um resíduo entre a Potsdamer Platz e a Staatsbibliotek.
Outro ponto fraco: as lojas do térreo só abrem para "dentro". Ora bolas, não existe dentro e fora nesse caso! Tudo é cidade! Mas quando precisei comprar uma echarpe na Zara, porque fez um frio inesperado, tive que dar a maior volta para encontrar a porta de uma loja que estava logo ali na minha cara, pelo menos o letreiro.
Resumindo: os limites do projeto tem que desaparecer. E aí novamente cito o saudoso Solà Morales.



Continuando com as análises urbanas, meu hobby, vejam só: Aldo Rossi já dizia que a forma urbana tem caráter de permanência, mesmo que se transforme a arquitetura. E agora reparem na Leipziger Platz. Bingo!
Praça reconstruída com novos edifícios segundo a mesma estrutura urbana. Linda lição!

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