quinta-feira, 19 de junho de 2014

Hotel not hotel

Não gosto de ficar fazendo propaganda de hotel, mas acho que este é digno de menção pela originalidade e ineditismo da proposta.

O nome não poderia ser mais instigante: Hotel not Hotel. Algo entre um hotel e um hostel: quarto e serviço de hotel / banheiro e espírito de hostel.

Tudo extremamente original. Super recomendo.

E ficamos por aqui!



Referências ao vivo



Três projetos holandeses já foram meus objetos de estudo na vida acadêmica. Dois deles, os master plans de Kop van Zuid e Almere, eu estudei na dissertação de mestrado. Outro foi o Schownburgplein, que mencionei na tese de doutorado. O primeiro deles tive a oportunidade de ver ao vivo em 2007, em um inverno inclemente. Aproveitei esse verão gostoso para ir novamente, e aproveitei para visitar os outros dois.
Fiquei feliz de ver Kop van Zuid com novos edifícios e se densificando, e, principalmente, com uma vida na rua, mesmo que ainda incompleta.


A experiência em Almere foi bem mais impactante. O centro urbano, plano geral de Koolhaas, integra-se com bastante organicidade no tecido existente. Realmente fiquei surpresa de constatar essa integração da nova malha com a grelha original. As torções das quadras criam visadas e percursos surpreendentes, rompendo com a monotonia do eixo reto em direção ao canal.



















Os edifícios são, em geral, de qualidade, e o destaque vai para a quadra de Portzamparc, bloco composto por quatro fragmentos comerciais interligados pela cobertura, que é um conjunto de residências com um grande terraço jardim.









É um projeto que faz a diferença nas propostas arquitetônicas desse novo centro urbano, ao introduzir essa superposição de programas segundo uma abordagem contemporânea.

Jardins residenciais - uma aula de arquitetura e cidade

Gosto de comparar as áreas residenciais da ilha de Java, em Amsterdam, com outras duas outras situações europeias: Barcelona (quadras novas da área do Fórum) e Paris (quadras abertas do Portzamparc). Todas são propostas de edifícios organizados em quadras abertas, de semelhante gabarito e edifícios "double face". Essas áreas mais resguardadas da rua são ambientes seguros para crianças e livres dos ruídos de carros e transporte público, além de serem verdadeiros refúgios verdes.





Acho que todo arquiteto deveria saber projetar nessa escala de forma competente: arquitetura e cidade na escala de vizinhança, visando a melhor qualidade da arquitetura residencial, que é o programa mais importante da cidade.

Pausa para uma cervejinha

Foi uma diferente por dia.


 Maravilha!

MVRDVices: Vozooco e Silodam

Esses já estão velhos, mas nunca tinha tido a oportunidade de visitar pessoalmente. E dá-lhe tram e bicicleta, já que ambos encontram-se mais afastados.

É sempre uma emoção experimentar esses que já viraram ícones de uma expressão contemporânea da habitação: lâminas organizadas com balanços ou sobre o mar, que exploram as multi tipologias, a materialidade expressiva, o diagrama... Sempre um ótimo aprendizado para profissionais e estudantes.


 Vozooco







 Silodam