sábado, 27 de setembro de 2014

Vida de barco

Fechando o diário de bordo, duas fotos comemorativas da velejada pelas ilhas do Dodecaneso.


A primeira equivale ao grande encontro. Explico:
Lu criou uma lenda de que há 14 anos atrás eles teriam começado a velejar o mundo por minha causa! Porque EU teria pilhado para uma viagem a Abrolhos que supostamente "furei", e, aproveitando o ensejo, eles teriam seguido para o nordeste, e para o Caribe, e para os Estados Unidos, e
depois Mediterrâneo...
Enfim, lenda ou verdade, comparecemos para fazer valer esse título! E demorou muito, mas o dia chegou!
A segunda equivale ao ápice do "estar velejando". Barco adernado, timoneiro aprendiz e descontração total!

Até a próxima, cem países!

Branca

Era uma vez uma ilha que tinha um mosteiro no alto do morro e milhares de casinhas brancas esparramando-se até o mar.

Pátmos é assim, greguíssima, lindíssima! Saudades de Santorini, a rainha mãe. Essa filhota coroou a viagem, teria mesmo que estar no final.
















Branquinha


Já a ilha de Lipsi é a materialização, em pequena escala, do imaginário da ilha grega.


Até os barcos parecem miniatura...









Art Déco Grego

O arquipélago do Dodecaneso esteve sob ocupação italiana durante três décadas, no início do século XX. Isso influenciou profundamente a arquitetura da ilha de Leros, que ganhou uma singularidade: grande parte de seu conjunto arquitetônico data da década de 1930, e é conhecido como razionalismo, o estilo protomoderno da época de Mussolini. Para nós, o Art Déco.

Vejam um pouco do que vimos por lá:








A cidade esponja


Após uma rápida parada em Pserimos, a tripulação partiu para a ilha de Kalymnos, a cidade da esponja.



Centenas de espécies de esponjas, nada baratas. Tudo retirado do mar da região.



Eu bem trouxe uma pra casa!

Kós e muita ruína

A ilha de Kós, nossa porta de entrada, foi uma das mais interessantes. Muitos sítios arquiológicos para conhecer.

Lá pudemos visitar ruínas da antiguidade clássica como Asklepieion, um antigo centro sagrado de cura greco-romano, que tem como base os ensinamentos de Hipócrates.

Apesar de estar tudo no chão, é possível visualizar perfeitamente a espacialidade proposta pelos gregos para o local.








A Fortaleza de Neratzia, do século XIV, mostra como os templos e monumentos gregos foram canibalizados pelos conquistadores ao longo da história.



A muralha é quase um jogo de tetris com o patrimônio que povoava a ilha.