domingo, 26 de julho de 2015

Metrô modelo

Então vamos aos fatos. Transporte publico:

O metrô de Pequim é incrivelmente fácil de usar. O mapa assusta, mas posso arriscar que é a melhor programação visual de metrô que já vi no mundo. Não sei explicar por que ela é boa. Talvez a pouca quantidade de informações, talvez porque esteja muito bem posicionada, talvez seja a proporção entre números e textos... Toda a informação é bilíngue, com sistema de som em um inglês super bem falado.


Mais uma qualidade: barato. Paga-se de 1,50 a 3,50 reais, dependendo do número de estações que vai percorrer. Eu andei mais de 15 estações de uma só vez pagando 2,50. O único problema é ter que pagar separado cada viagem. Talvez o local tenha direito a algum cartão diferenciado para evitar essa chatice. Não sei.

As poucas pessoas que falam ou entendem inglês em Pequim trabalham no metrô. Da até para comprar o ticket nas máquinas, pois sempre tem um funcionário para ajudar.




Não sei se dei sorte, ou se a fama de crowded é outro mito. Andei em vários e vários horários, e muitas vezes viajei sentada.


O chinês respeita a entrada e saída do vagão, ficando pacientemente sobre as setas marcadas no chão. Respeita também a escada rolante, que tem uma faixa amarela separando o lado de ficar parado e o lado do movimento. Isso é surpreendente. Parece que quando o chinês entra no metrô, ele atravessa o portal da civilidade. Já explicarei o porquê dessa percepção.

Em Hong Kong a eficiência é a mesma, porém com outra forma:
o sistema faz as baldeações em nível. As linhas não se cruzam, mas se tocam, permitindo uma baldeação confortável, sem escadas.

Um gênio quem pensou isso.

A programação visual também é bem eficiente. Reparem como são sinalizadas as bocas de saída do metrô, articulando mapa e fotos.

E as saídas não são poucas!
Enfim... outro paradigma.

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