terça-feira, 28 de julho de 2015

Terra de contrastes

Aprendi um monte de coisas

Curiosidades como as que o 8 é o número da sorte e o dragão é o símbolo poderoso porque é o único animal que não existe. Que a China é terra do jade e do panda. E que toca música brasileira.

Aprendi que existem fronteiras entre a China e ela mesma. Que seus dois territórios autônomos são praticamente países diferentes, só o Tripadvisor é que ainda não sabe disso e não me deixa contá-los. ;-)



Percebi que Pequim tem qualidades urbanas muito além do bom transporte: os bancos são vazios, tem banheiro público em todo lugar, a cidade é cheia de pequenas lojas de rua, as ruas e calçadas são largas, muitos edifícios usam energia solar e a ruas são seguras.


Mas lamentei muito o crescimento insustentável que nega ao cidadão a coisa mais vital, que é o ar para respirar. Máscara contra poluição? Medo de doença contagiosa? Uma tristeza.


Constatei que o controle é real e que a população não é livre. O chinês tem acesso à excelente tecnologia - a internet funciona tão bem no metrô que todo mundo vê filme no celular, todo mundo tem aparelhos de última geração - mas a informação é tristemente bloqueada. Não funcionam Facebook, Google, Instagram, Blogger, Netflix, Twitter, entre outros que não tive saco de testar.

Sem falar do controle de bolsas em todo lugar público. Tudo é escaneado o tempo todo, no metrô, nos pontos turísticos, nos espaços públicos de massa.

Enquanto isso, o Mao está em todas as notas...

Constatei que só uma pequena parte da população fala inglês, e que a comunicação é bastante limitada.

Mas a caligrafia é linda!

E, por fim, verifiquei, sem choque ou estranhamento, alguns hábitos desagradáveis dos chineses, tipo escarrar e cuspir na rua, empurrar e furar fila nos lugares turísticos, nunca pedir desculpa (nem sei se essa palavra existe no vocabulário), não ser solidário com o próximo, enfim, não ser muito simpático. Sempre tentei relativizar, afinal, são mais de 1 bilhão! E, sinceramente, não acho tão diferentes do brasileiro...

Enfim, qualquer conclusão de uma viagem de 10 dias pode ser um tanto quanto superficial. Não quero generalizar, por isso falo somente das percepções sobre as experiências que vivi, além de informações obtidas com pessoas locais. Nada melhor do que ter a oportunidade de conhecer para poder criticar, para o bem ou para o mal.

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