sexta-feira, 2 de março de 2018

Museu triplo


No Leum Museum você vai a um museu e conhece três ao mesmo tempo.

Para mim isso não estava claro até pisar lá.

O complexo é uma articulação entre três edifícios de três dos grandes: Koolhaas, Nouvel e Botta. A articulação se dá no nível superior, pela praça, e no nível inferior, pelo foyer no subsolo.

O projeto é de 2004.


O que se vê da rua é o edifício de Koolhaas. Nada famoso, mas que tem sua marca registrada. Algumas operações me lembraram o Kunsthaal, em Rotterdam.



Esse foyer cilíndrico é de Botta. Ele que articula tudo no subsolo.
O interior do bloco do Koolhaas, dispensa apresentações. Essa escala, a meu ver, é a que ele leva melhor.

Esse bloco tem umas atividades de apoio, mas estava fechado nesse dia...
Do bloco de Koolhaas olhando para o exterior. O trabalho com a topografia.

Essa vista da praça mostra a articulação dos três edifícios. 
O bloco do Nouvel também não é protagonista em sua obra, porém as ideias que aparecem em outras grandes obras estão lá, como a volumetria fragmentada também empregada no Museu Quai Branly.

Esse é o volume das principais salas expositivas, com interior lindíssimo, e acervo excelente.


Por último, o bloco de Botta, que dá conta da circulação vertical e de mais algumas salas de exposição.
O tijolo se une ao vidro e ao aço para completar o conjunto.
Como se isso tudo não fosse suficiente, a praça recebe esculturas de Anish Kapoor e Calder.

No mínimo injusto que essas obras não sejam tão celebradas. Achei o conjunto espetacular.

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